sexta-feira, 13 de julho de 2012

E agora eu tenho gatos...


Os gatos estão mudando completamente minha vida.

Ao afirmar isso com tanta convicção e sendo, mãe a muitos  anos do Gato Romeu, (meu gato de pano) as pessoas podem pensar que  sempre convivi com eles.
Nada disso.
Com gatos que ronronam, que miam e que se aninham do meu lado,
que percebem quando estou meio" p" da vida,
 que andam rebolando charmosamente pela casa sem fazer “quase” nenhum barulho,
que pulam em frente à televisão exatamente na hora da novela das oito, e que disputam nosso colo com o not...
que nos fazem morrer de rir, quando se escondem, e esquecem de esconder o rabo.
Ahhh com esses felinos de verdade, acreditem eu convivo há pouco mais de 2 meses, e tudo na minha vida, na minha rotina já é diferente.

Ver minha Maria,  sempre tão resguardada, tão calada, se jogar inteira no chão e brincar de bolinha com o Hoffen (meu gato cujo nome quer dizer esperança), e deixar de lado toda aquela timidez, é ter a certeza que nada nesta vida é por acaso.
Ele fica na porta do banheiro esperando ela sair, arranha a porta do quarto quando ela fecha alegando que ele não a deixa estudar, (como se eu não soubesse que tudo o que ela quer é brincar, e como não resiste aos olhinhos dele... não há outra solução).
E se ele a perde vista, quando ela sai de fininho para a escola, fica andando atrás de mim como se quisesse me perguntar onde está ela.
E acreditem, quando o interfone toca, todos os dias no horário que ela chega da escola, ele vem correndo como se soubesse que ela chegou. E eu acho que sabe.

Ver meu João observar o sono da Ephigênia (minha gata amarela),  que se identificou com ele desde os primeiros dias é no mínimo  emocionante.
E ouvi-lo  dizer que ter gatos foi uma das melhores  coisas que aconteceu em nossas vidas,  é querer que eu chore... e quem me conhece sabe que eu choro.
Sim, eles são meio misteriosos quando nos olham e parecem enxergar nossa alma, quando andam no escuro sem  trombar em nada,  fazendo todas as curvas como se fossem os donos da casa.
São independentes, e se o acarinhamos demais eles reclamam... e depois voltam dizendo:
-agora eu quero você... rsrsrs
E ao contrário do que ouvi por aí, eles aprendem e entendem perfeitamente o que você diz.
E se  vierem bem de mansinho, com um miadinho bem manhoso, hummmmm...  quase sempre derrubaram algo com seus pulos atléticos ou se meteram em alguma enrascada. Nesta hora vale conferir.
Mas não vale brigar, afinal por mais que sejam adoráveis são caçadores, e curiosos.

A impressão que tenho é que eles sempre foram meus, e estavam “por aí” esperando que eu abrisse a porta.
E eu abri... 
E agora eu tenho gatos.
E sem eles, sem que nunca mais vou ficar.

Carla Pianchão




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